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Vamos entender o que é a indústria fonográfica e como se deu sua evolução ao longo do tempo.

O que é a Indústria Fonográfica?

Trata-se do conjunto de empresas da indústria da música especializadas em gravação, edição e distribuição de mídia sonora. Ou seja, as receitas oriundas da indústria fonográfica provém da comercialização de produtos como CD`s, DVD`s, vinil, fitas cassetes, além dos formatos digitais e streaming.

A gravação da música que escutamos em um CD ou em outras plataformas é chamada de fonograma, e é sempre identificada por um código universal denominado ISRC.

Falaremos mais sobre o assunto fonograma em um outro post.

Evolução da  Indústria Fonográfica

O acesso massivo a novas tecnologias têm mudado significativamente a forma de atuação das empresas, que são constantemente desafiadas a estarem sempre atualizadas com o que há de mais novo no mercado. A velocidade e o dinamismo com que as informações chegam até os clientes deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade no cenário atual.

A adaptação ao novo ambiente é indispensável para manter a competitividade. Todos os setores estão passando por estes ajustes, porém, a indústria fonográfica foi um dos mercados que sofreu alterações mais expressivas.

O case “Nettwerk: Marketing Digital na Indústria da Música” de Harvard Business School, publicado em 2009, menciona dados sobre a história e a evolução da indústria fonográfica.

Por anos, as vendas de produtos físicos compunham basicamente a totalidade do faturamento do mercado fonográfico.

Funcionava assim: o compositor escrevia as músicas, vendia os direitos para uma gravadora, que por sua vez, ficava encarregada de encontrar um artista para gravar a música. 

em um contexto geral, a gravadora concedia todos os meios necessários para a gravação e custos de produção e propaganda, e, quando o álbum fosse comercializado, ela repassava os royalties ao compositor e ao cantor.

A partir de 1984 o mercado fonográfico observou a introdução dos CD`s, que gradualmente, substituíram os vinis. Já no primeiro ano, foram vendidos mais CD`s do que LP`s. Cada aparelho reprodutor adquirido equivalia ao consumo de dez novos CD`s. Assim, logo o CD superou os demais formatos, obtendo a supremacia sobre o mercado.

Porém, desde 1991, a prosperidade no setor musical estava comprometida com a introdução do MP3. Esse, revolucionou a música no formato digital, começando assim o surgimento de programas que possibilitavam que o conteúdo dos CD`s fossem gravados ou transformados em arquivos digitais, que por sua vez, fomentaram o surgimento de outros programas que permitiam a utilização desses arquivos.

Tais inovações tornaram-se inimigas diretas das gravadoras e da indústria fonográfica como um todo. A situação se agravou no ano de 2000, quando o Napster, programa criado por um estudante em 1999, começou a se popularizar. O programa compartilhava arquivos em rede, principalmente no formato MP3.

O hábito das pessoas foram mudando. E era cada vez mais comum que as músicas copiadas dos CD`s fossem compartilhadas ilegalmente na internet. Essas práticas violavam os direitos autorais, e fizeram com que a venda de CD’s legais entrasse em crise.

Em paralelo a compressão da indústria fonográfica, os recursos que as gravadoras dispunham para servir a demanda de novos artistas também caiu drasticamente.

Vejamos abaixo um gráfico que demonstra às vendas de CDs das maiores gravadores brasileiras no período de 2000 a 2012.

Vendas de cds das gravadoras

A iTunes Store, loja da Apple lançada em 2003 com serviços online de músicas e vídeos, foi considerada como a grande esperança para a indústria na época. Diferente da Napster, que violava direitos autorais, a iTunes Store assinou acordos com as gravadoras e pagava os royalties legalmente. O que representava uma saída contra a pirataria, ajudando a impulsionar o download legal de música.

As ferramenta que substituíram em parte o rádio e a televisão para promover novos artistas começaram a se proliferar. Sites como YouTube e MySpace permitiam o compartilhamento de clipes. Outros como Pandora, Spotify e Last.fm apresentavam novas músicas para ouvintes. Além disso, outras plataformas da internet entraram no mercado, buscando oferecer novas versões de serviços antes prestados pelas grandes gravadoras. 

As novas ferramentas digitais foram aos poucos fazendo parte do cotidiano das pessoas e consequentemente ajudaram não só as gravadoras a se reerguerem, mas também abriu aos artistas novos meios para dar visibilidade ao seu trabalho.    

A cada ano a participação das vendas digitais tem sido mais expressivas dentro do faturamento total das gravadoras.

Segundo dados da revista exame, a indústria da música no Brasil cresceu acima da média internacional. Puxada pelo crescimento do streaming, a receita do setor de música gravada no Brasil aumentou 15.4% entre 2017 e 2018. O número é superior à alta do mercado global, que, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), ficou em 9,7%. As receitas da indústria em 2018 somaram US$ 19,1 bilhões – em 2001, antes dos 13 anos de quedas contínuas, o valor era de US$ 23 bilhões.

A marca de 9,7% representa o maior crescimento para a indústria da música desde que a IFPI começou a contabilizar os dados globais, em 1997, e agora são quatro anos seguidos de altas.

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